sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Capítulo IV - Um pouquinho de mim


Passados alguns dias de um parto difícil e complicado, porém normal, Mariquinha, Dona Dula, Eronildes e o pequenino Zizinho, teveram que enfrentar a realidade, a velha matriarca da família dos Pereira de Souza, já demonstava sinais de que, só ficaria com o menino, seu neto, e que, o resto poderia procurar o seu destinho.

Certa de que teria que cair fora, Mariquinha já se preparava para buscar algum trabalho e Dula já havia conseguido mais algumas lavagem de roupas. Aí o destino, não se sabe porque, foi muito cruel com a família, a velha Mariá, que já sentia problemas de audição, saiu para abrir um poupança para o neto Zizinho, e, ao voltar, não percebeu que um bonde vinha em sentido contrário, quando foi avisada, não deu mais tempo, foi colhida e teve seu corpo partido em trê partes, morrendo presa nas ferragens.
Alí começava outro drama para Mariquinha e família, sem casa, sem emprego e sem prespectiva, mesmo tendo o seu filho Zizinho como herdeiro de uma bela fortuna dos Pereiras, preferiu partir e como sempre, guerreira e corajosa, foi trabalhar na roça num povoado de nome Salôbra no município de Paripiranga-Ba. (amanhã tem mais)

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Capítulo III um pouco de mim.


Estavam todos enganados, Mariquinha, apesar da perna quebrada e algumas escorições, além da gravidez, estava consciente, e, em determinado momento, ela ouviu um comentário do médico com uma enfermeira, de que naquele noite iriam extrair o bebê a ferro, ou seja, o tirariam aos pedaços para pelo menos, salvar a mãe.

Ouvindo esta setença de morte do seu bebê, a sertaneja corajosa, ficou calada e esperou o anoitecer. Quando tudo estava em silêncio, ela juntou os cobertores, se agasalou direitinho e fugiu pelos fundos do Hospital. Andou, andou, até que chegou na rua que dava acesso à casa da sua sogra. Lá chegando, era um sobrado, o que hoje conhecemos como um prédio. Mariquinha bateu à porta e foi recebida com muita surpresa pela família do seu falecido marido.

Quando explicou o que estava para acontecer se não fugisse do hospital, ela recebeu total apoio da velha matriarca da família, e, no dia seguinte, seis de julho de 1946, deu a luz a uma criança do sexo masculino. Nascia alí, oum garoto que mais tarde receberia o apelido de Zizinho, colocado pelos seus irmãos por parte de pai, Evaldo, Milton e Carlos, em homenagem ao grande jogador de futebol Zizinho do Bangu e da selação brasileira. (amanhã tem mais)

terça-feira, 20 de outubro de 2009

capítulo II


Passados alguns anos da morte de Barbosa, Mariquinha teve que ir trabalhar como doméstica. Ea foi trabalhar na casa de uma velha senhora, moradora dos barris, esposa de Pedro Pereira de Souza, um velho rico, que deixou de herança uma quadra todinha naquele bairro no distrito da Vitória. A velha mariá tinha duas filhas, Dorinha e Lió e o filho homem Idelfonso Pereira de Souza. Passados alguns mese, Idelfonso se interessou pala empregada Maruquinha e daí surgiu um romance, que terminou em casamento.
Aquela união, não contou com o paoio da velha mariá e o casal teve que ir morar nos Barris na casa de Mariqunha. Do relacionamento surgiu a primeira e única gravidez. Mariquinha, grávida de seis meses, teve que conviver com outra tragédia. Idelfonso chegou do trabalho sentindo-se mau e poucos dias depois veio a falecer. Grávida e sem emprego, a vida ficou difícil e dona Dula teve que se virar lavando e passando roupas para sobreviver.
A velha Mariá, apesar de rica, pouco ligava para o drama daquela família,.

Era fim de maio de 1946, quando numa manhã, Mariquinha mandou o filho Eronildes e comprar pão. No espaço de tempo começou a chover muito forte e poucos instantes depois o barraco foi atingido pelas terras caídas de um morro que ficava atrás e desmoronou. Dona Dula e Mariquinha, ficaram soterradas e foram salvas pela atuação do corpo de Bombeiros. Mariquinha, estava com quase nove meses de gravidez e todos acreditavam que o bebê já havia morrido.( amanhã tem mais).

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

capítulo I


nos idos de 1945, viva em Jeremoabo no interior da Bahia, a senhora Júlia Marques da Silva(Dula) e suas filhas Maria Marques da Silva(Mariquinha) e Silvina Marques da Silva. Pertenciam a uma grande família da região, todos trabalhadores rurais,sendo apenas o seu irmão mais velho , José de Pequena, um comerciante que nos dias de sábado, atendia a todos os moradores dos povoados cricunvizinhos, vendendo-lhes cereais e outros tipos de mercadorias.
Naquela época, reinava no sertão o Virgulino Ferreira(lampião) o rei do cangaço. Na pequena Jeremoabo existia um distrito policial que servia de base para a volante, nome do contingente que corria atrás de prender o cangaceiro. Na família de dona Dula, o seu genro, Barbosa, pertencia à volante, porém poucos tempos depois, foi transferido para Salvador, para tratamento de saúde. Barbosa levou consigo a sogra, a esposa Mariquinha e a cunhada Silvina além do dsejo da não mais voltar para combater o cangaço, pois a doença contraída era considerada na época, muito grave.
Do casamento de Barbosa com Mariquinha, nasceu o pequeno Eronildes, isto já na capital baiana. Poucos tempos depois o barbosa não resistiria a enfermidade e veio a falecer. ( amanhã um pouco mais)

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Dunga desafia críticos e vira quase unanimidade

FRASES DO DUNGA: Quando fui convidado por Ricardo Teixeira, ele disse: Quero que você resolva as necessidades da Seleção e não que eu resolvesse as vontades da Seleção.

Neste caso, eu sabia que iria contrariar alguns interesses. Hoje me perguntam se estou feliz. Claro que estou, porém tenho certeza de que algumas pessoas que tiveram seus interesses contrariados, não estão felizes.

Quando eu falei de circo na seleção, era porque miss queria entrar, pastor queria entrar... Queriam tirar foto para álbum de figurinha. E aí o Dunga fica como o 'chato' por dizer não. Mas o povo precisa saber disso, se quer que as coisas continuem nesse caminho ou que voltem ao passado

Lembro-me como se fosse hoje. Quando Dunga foi anuunciado como o novo treinador da seleção brasileira, um colega na época na Tv Caju, Dr. Ricardo Rezende(O BANANINHA), se aproximou de mim e disse. " Mais um para ser pau mandado do Ricardo Teixeira. Não acredito que Dunga dê certo como técnico.



Eu com a minha experiência, sabia que aquilo era uma provocação, não ao Dunga e sim para ouvir a minha opinião como cronista. Não tive dúvidas, afirmei na hora que não via nada demais no Dunga ser técnico da seleção, pois em qualquer atividade da vida, alguém tem que começar,. Ninguém nasceu treinador de nenhum time ou seleção.



A discussão continuou, chegando ao ponto de romper a nossa amizade.



Hoje, alguns anos depois, o tempo se encarregou de mostrar aonde estava a verdade. Dunga a exemplo de outros grandes técnicos como Luxemburgo, Murici, Leão etc., provou que a sua vivência, como jogador de seleção e acima de tudo,um líder, o credenciou a estar na condição que se encontra. Parabéns, Dunga pela coerência como convoca. Sempre vendo o momento de cada jogador.

BRASIL GANHA MAIS UMA NA ERA DUNGA

A seleção brasileira de futebol, conquistou mais uma vitória sob o comando de Dunga. Num jôgo oficial com a cara de amistoso para o Brasil e de vida ou morte para o Chile, O time brasileiro por mais que tenha se esforçado e feito um jôgo solidário, teve momentos de um certo relaxamento, chegando a irritar a torcida baiana.

Este jôgo serviu para a afirmação definitiva do garoto Nilmar que marcou três goals, armou, desarmou e teve presença positiva na vitória brasileira. Mostrou que Daniel Alves pode ganhar uma posição no time e apesar do pouco tempo que esteve em campo, Sandro atleta do internacional esteve muito bem. Para terminar a noite num clima de alegria para os brasileiros, o Paraguai venceu a Argentina.

domingo, 6 de setembro de 2009

BRASIL, VITÓRIA DA DISCIPLINA E HUMILDADE

Pois é, falaram tanto, que dessa vez a Argentina foi embora...Este é um trecho de um frase encontrada numa famosa música romântica, mas, que retrata bem o clima que foi criado pela Argentina para enfrentar a seleção brasileira no alçapão de Rosário. O Maradona falou, falou e terminou chorando de dor. Poderia até terminar em outra música, mas, simplesmente o banho que o Brasil deu nos argentinos, mostrou aos que não acreditavam em Dunga e seu grupo, que, as coisas mudaram e hoje, para ser titular não basta ter nome, tem que jogar.


O Dunga sem se importar com as gozações da grande crônica nacional, que já estava acostumada a lidar com fazedores de média, provou que uma coisa é você saber, outra coisa é ser didático e ter a facilidade para se fazer entender. Será que Luiz Fabiano, Felipe Melo, Ramires, Elano, André Santos e outros, estariam